quarta-feira, 16 de abril de 2008

Vírus de Computador e o Pecado

o vírus de computador e o vírus do pecado.

já faz algun tempo que leio os livros de philip yancey e confesso que sempre me surpreendo a cada novo lançamento, já faz algumas edições que o autor vêm comparando o pecado a uma espécie de vírus , encarando-o de forma muito mais natural, mas igualmente perniciosa para a nossa sociedade e para o indivíduo. desta forma ele compara, em "rumores de outro mundo" as leis mosaicas a um conjunto de orientações médicas, dizendo que apesar da graça devemos sempre refletir sobre tais leis. Eu, como uma pessoa avessa aos absurdos ditos nas igrejas em nome de um pretenso cobate ao dito pecado, tenho raiva até da própria palavra pecado, preferindo palavras mais modernas como erro ou vício, e assim sendo não entendia porque o autor de livros como "maravilhosa graça" precisava investir tanto em falar do pecado. Mas uma recente invasão do meu computador por um vírus bem terrível me fez entender a questão sobre um novo ângulo e compreender melhor a atitude do senhor Yancey.

Desde uma invasão por vírus em 2003 e o fato de ter perdido todos os meus arquivos eu tenho sempre colocado na lista das compras essenciais um anti-vírus original com atualizaçõoes automáticas e sempre escolhido o líder de mercado, portanto o mais caro. Essa é a primeira vez que ele falha, e o vírus que o derrubou foi um programinha criado, até onde eu saiba com a única intenção de destruir o próprio anti vírus motivo pelo qual, por enquanto meus outros arquivos estão intactos até agora. Mas sei que sem o anti-vírus logo meu computador estará cheio de trojans, spywares, vírus entre outros.

Realmente o pecado parece a mim muito mais com um vírus de computador do que com um natural. Primeiro estes programas infelizes criados apenas para destruir não têm vontade própria, mas são criações da mente humana pervertida, às vezes com a intenção da cobiça, como os que roubam senhas do banco e outras vezes com o simples propósito de destruição.

É interessante que assim como no princípio os vírus, que ainda eram transmitidos via diquetões e tinham dia certo para agir, uma vez que demorava para se propagarem sem Internet (como é o caso do vírus sexta feira treze e do Madonna) também os primeiros pecados apresentados no relato bíblico são apenas destruidores, sem trazer benefícios a ninguém, como Caim e Abel ou o comer o fruto proibido. Mas assim como o pecado, no decorrer da história vai se tornando mais complexo, também os vírus, por exemplo, hoje há cavalos de tróia, vírus espiões, vírus específicos para roubar senhas, para destruir anti-vírus, etc.

Talvez poucos se lembrem, mas por volta de 90 ou 91 saiu a notícia de que haviam criado um anti-vírus perfeito que nunca ficaria desatualizado. Ele tinha um princípio inovador que ao invés de procurar o arquivo infectado ele fazia um mapeamento dos arquivos do computador classificando eles como puros. Então qualquer arquivo que aparecesse que não estivesse na lista segura era bloqueado e deveria ser permtido individualmente de modo a entrar na lista dos puros. O que parecia ser a sulução definitiva mostrou-se uma gigantesca dor de cabeça. Cada arquivo a ser salvo, cada arquivo temporário, cada instalação, tudo era barrado. Seria impossível imaginar a Internet hoje com tal programa uma vez que cada site acessado baixa para o computador centenas de arquivos que nem conhecemos na pasta dos temporários. Para piorar a situação, se o programa não fosse desistalado da forma correta ele começava a interpretar a sua própria ação de apagá-lo como um vírus e impedia tentativas de remoção. Sei que para muitos, como para mim, tal programa se mostrou o pior de todos os vírus pois nem mesmo permitia uma formatação.

De forma semelhante, com a intenção de se proteger do pecado pessoas, tanto na época de Jesus como hoje criaram sistemas de isolamento do desconhecido, tornando-se refugiados em torres de marfim, que em nome do não contágio com o pecado se isolaram e se tornaram tão inúteis como sal que não sai do saleiro ou como luz trancada em um cofe que não se abre e não ilumina o mundo à sua volta.

Veja que os que tomam essa atitude, assim como o dito anti-vírus, não foram nem capazes de reconhecer e aceitar Jesus, uma vez que Ele tenha sido considerado um elemento estranho, portanto devendo ser exterminado como um vírus e confundido com o próprio demônio, como a própria bíblia diz, de modo semelhante ao anti-vírus me impedindo de querer apagá-lo.

Jesus, entretanto veio ensinar a forma certa de lidar fom o pecado. Não o isolamento mas o envolvimento e a conversão e cura. A graça é muito mais eficiente que a lei pois faz com que esta seja cumrpida plenamente em seu propósito inicial.

Um computador não tem livre arbítrio, ele cumpre fielmente as funções para as quais ele foi programado, responde a cada dado captado ou inserido conforme a programação, e o mais próximo que poderíamos ter de uma vontade própria é a geração de algarismos aleatórios, mas jamais poderia se comparar ao livre-arbítrio humano.

Por isso cabe aos anti-virus modernos não apagarem os arquivos inferctados, mas colocá-los de quarentena, cabe a eles permitir uma lista de exceções e respeitar a nossa escolha e o nosso julgamento de que aquele arquivo, apesar de parecer infectado, deve continuar lá e ao mesmo tempo a nós a responsabilidade de assumirmos os riscos ao fazermos algo que não foi recomendado pelo anti-virus, pois assim é a diferença da graça para a lei.

Por mais detalhada que uma lei seja ela nunca poderá ser perfeita, pois nós somos seres imperfeitos, mas com a fé no sacrifício de Jesus somos como que um hd infectado em processo de recuperação, fazemos o backup do mais importante, mas somos permitidos a nascer de novo em uma bela formatação de hd, que sempre é meio tramática, mas ao mesmo tempo necessária e animadora.

Ao meu ver computadores e santa ceia tem lá suas semelhanças. "examine o homem a si mesmo e então partucupe da ceia" ... ou seja, scaneie seu hd, procure os vírus, nem que seja um pequeno spyware ou tracking-cookie, e então participe da ceia, da memória de quando Jesus morreu para que pudéssemos ser formatados e começarmos de novo, e então aplique o anti-vírus e elimine tudo aquilo que você achou de ruim.

Assim como precisamos de tempos em tempos scanear o computador atrás de vírus, também precisamos nos examinar, e assim como por melhor cuidado que o computador seja sempre há alguma coisinha de ruim que entrou nele, também quando nos examinamos honestamente e com cuidado sempre acharemos algo repreensível, mas o scan tira o vírus, e o pedir perdão a Deus e participar da ceia apaga o pecado cometido (talvez não a consequencia dele assim como um virus que destruiu um arquivo).

Mas assim como seria ridiculo e absurdo deixar o computador desligado para evitar vírus, pois ele se tornaria inútil, também é ridículo deixar de viver por medo de pecar. Por isso a maior da leis é a lei do amor, pois não isola o homem do erro, mas o impele ao acerto.

e para terminar lembrem-se do salmo:

O senhor é meu programador, nenhum bug ou lag se dará, ainda que eu navegue por uma zona não confiável eu temerei malware algum...

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